O Eu

Casa minha…
Minha casa…
Ar da minha residência…
És aqui que tudo começou,
És aqui que tudo tende a terminar.
Nessa metrópole ambulante;
Incansável!
Sigo o rumo de minha carreira,
Pedalo com minhas próprias pernas,
à procura de identidade.
De muito longe vim,
Assim como meu bisavô,
Poeta, apaixonado pela escrita.
Terras libanesas pertenceu ao meu passado.
Meu sangue carrega a bagagem
[de um novo libanês em terras estrangeiras.
Vivo em meio à diversos com a mesma
[bagagem que eu.
Todavia naquelas terras,
o mal habitava - ainda habita.
E neste paraíso sem fim,
o meu sucesso é só meu,
assim como o ar passageiro…
Que passa dominando o nada.
Nada não existe, pelo menos
à um homem apaixonado.
Paixão sem mais dor,
Paixão com mais calor.
Obséquio sem fim e;
Minha alma,
sem a rosa da paixão.
Somente os lírios do campo,
da terra tão bem habitada por
[um sofrido ser,
e que hoje, se identifica pelo
[baú de lá carregado.
E aos poucos desfaz o laço vermelho
Na busca da alma,
Sem a rosa da paixão.
Aos passos de um paulista,
penetro ao som de um gaiteiro.
A melodia em ritmo de garoa.
E canto…
E vivo…
De um jeito afável!
Da Liberdade à Luz vou-me,
Do jeito rápido.
Ando felizmente,
Mas procuro mudar o presente,
ou melhor…
Construir um futuro jamais visto nas vidas passadas e as que ao meu lado caminham em busca do sucesso.
(Murilo Mattar)