Versos Brancos

Versos Brancos

Tempo, doce tempo. Muitas vezes perdemos a noção dele, e esquecemos de valores preciosos, que antigamente eram de extrema valorização. A literatura é um exemplo. Foi-se perdendo no tempo aos poucos, se desfragmentando. Triste! Por isso crio esse Tumblr com o intuito de resgatar uma cultura perdida e mostrar aos leitores textos dos mais diversos gêneros. Um deles, os de forma em poema. Me chamo Murilo Mattar, um estudante de 18 anos que teve a ideia de divulgar meus textos e trechos de Poetas famosos em uma rede social. Espero que vocês gostem, e aproveitem ao máximo os textos. Aceito sugestões e comentários nos poemas. Obrigado e boa leitura!

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Ser!


Que história louca,
essa que… árvore tem cabelo.
Banalidade uma coisa dessas.

Serás loucura?
Bem que seria legal.
Quem sabe um pesante?

Sem saber como aconteceu.
Todos veem
aquela obra.
Ansiosos e afoitos apenas
[ouvem.

Confundem a um ser.
Se cabelos tens,
por que não boca,
orelhas e olhos?

Nossa… criação de Deus?
Monstro terrestre?
Socorro…
Conto os dias,
mas parada prossegue.

Olhos se voltam aos seus olhos.
Ouvidos se voltam a sua boca.
Mas nada se ouve,
nada se escuta,
a não ser a leve brisa
que transparente penetra
no ambiente mágico.

(Murilo Mattar)

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Flores de inverno


A busca pelo futuro concreto
Jamais saberei.
És um mistério
Que nunca descobrirei.

Se flores de inverno secam
e pelo chão trafegam,
Quisera eu evitar
Mas se dispersam.

E vão… vão… vão,
Similarmente ao vento,
que leva e é levado por si memo.

Não há pétala que nasça por acaso.
Muito menos folha que padece sem razão.
Reque…Regue…

Infiltra o que há de melhor.
Sendo assim,
uma folha com vida.
Poderia ser pior.

Jaz épocas que o vento ventava sem calor.
Jaz tempos que o vento ventava solitariamente.
Haverás futuros no qual o vento ventará a seu favor.

Mas…não conte com a sorte.
Em pleno inverno rigoroso,
cuja manhã nascera ensolarada,
o raiar fora tecido pelo olhar de um girassol,
é de extrema sutileza.

Nasce mais um tempo.
O seu tempo.
Desfrute e reinvente.
A sua volta poderá brotar uma pequena semente.

Semente do futuro,
regada do ensolarado
e sutil brisa que acaricia
a delicada derme de uma folha.


Castigada pelo rigoroso inverno,
esta se vai!
Vai desacompanhada.
agora…

O vento não ventará,
o Sol não ensolará
e agora…
És um mistério.

(Murilo Mattar)

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Luto

 

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Valores



O que seria do mundo sem o Homem?
Perfeito seria.

Como seria o mundo sem o dinheiro?
Somos tomados por ele.
Nos tornamos…
Escravos monopolizados pela dor de algo
[que criamos para nos ajudar.

Ajudar? 
Ajuda que nada.
Sofrimento sem fim.
Ambição interminável.
Famílias quebradas.

Tristeza interminável!
Culpa de quem? Nossa!
Homem desgraça,
traíra da própria espécie.

Predador dos predadores,
e destruidor da graça terrestre.
Poxa… razão não há.
Quem dera se houvesse!
Mas não.

Valores e mais valores,
atribuídos a tudo e a todos.
Tudo é valorizado.
Seja determinando um preço ou alguém qualificado.

Mas quem dera se um dia,
o mundo deixasse de ser ambicioso e…
se tornasse mais humano.

Se não pelo bem…
não há outro meio de adquirir equilíbrio.
Os valores são atribuídos, nós os atribuímos. 
Atribuímos sem pensar. 
Está aí o erro!
 

(Murilo Mattar) 

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Portas para o coração

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Vejo a lua todo dia ao abrir minha janela
E ao horizonte nos encaramos
Eu e a bela 
Nao sei se o termo garota posso usar para ela
Mas apenas sinto seu olhar em direção do meu afim de conquistar.

(Murilo Mattar) 

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O sistema






De cimento e concreto,
vidros espelhados…
Minha cidade  de luzes e bares,
de garoas e apesares…

Não só de assaltos,
mas de crianças sem abraços.
Quem dera se fosse dono de tudo isso!
Dono não seria, já que não existiria.

Mas quem dera…
se carros deixassem de existir!
se o tempo atrasasse!
se o doce da vida assumisse lugar da raiva.

Apesar de idealizar,
minha cidade é o centro das atenções;
do medo
e de história!

História mal contada…
existe um mistério por trás,
enterrado entre cimento e concreto.
Na mente de pessoas espelhadas,
e garoas mentirosas, que afogam o sonho,
tornando ideais futilizados pelo sistema.


(Murilo Mattar) 

Permalink CaminhoSe a cada passo,a mente é exercitada…porque então não cremos que…mentes brilhantes possam mudar isso!Isso que chamamos de Terra,Lar, casa, Vida, como preferir.O problema não são as ideias.Ideias temos, e muitas.O problema são as pessoas.Somos muitas, no entanto poucas.Poucas que tem o dom e a frieza de inferiro real sentido de uma simples paisagem.Quem sabe um jardim,outrora o céu.Muitas diferenças,no entanto para um sábio,poucas semelhanças.(Murilo Mattar) Foto: http://reminiscenciar.tumblr.com/page/1Texto: www.versosbrancos.tumblr.com
 
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Passado oceânico

Passa onda…
onda quebrada
que de longe vem! 
Vem sem intenção de fim.

Apenas vem,
rumo à costa
que fora amedrontada
e hoje… tão temida.

Quisera eu ser a água,
que habita o oceano.
Tão límpida,
inodora,
incolor…

Sua paz acalma o espírito;
e se mistura com a ingenuidade 
de um mistério mal resolvido 

Mas a onda…
Aah… a onda,
nunca quis ser.
Me receia!

Então nada quero.
Prefiro ser o Sol!
Que desde os tempos remotos,
observa esta vasta mudança.

(Murilo Mattar) 

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O espírito

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Bate o sino,
sino bate,
pequeno ou não, bate!
Ao Sul ou ao Norte.

Neve cai,
seja efeito ou não,
a magia está no ar.
Contagia e emociona.

Neve cai,
assim como uma lágrima,
límpida e bondosa,
que não congela e faz o tempo percorrer.

Neve que cai,
cai até o chão
e se mistura com…
impura terra. 
Mas contagia.

Contagia também todos os esperançosos.
Esperança que brota como um feijão.
Que de um simples algodão, cresce.

Cresce, cresce…
revitaliza o espírito e a alma de um pequeno broto.
Ainda imaturo, mas entendedor.

Entendedor de uma família tão pouco conhecida,
mas hábil de captar,
que desgraça e ódio estão presentes no caule da vida,

Mas folhas reinventam, caem
Fazem nascer uma nova esperança carnal.

Do ódio se faz amor,
Da violência, a paz, 
Da morte, a vida,
Do carnal, o espírito.
 
(Murilo Mattar)